Em vez de 10 jogos, dez decisões. Assim se define a primeira fase do SuperBrasileiro Júnior que começa hoje, às 18h30min, na Gávea, com o clássico Botafogo x Tijuca. O regulamento, a princípio sem semifinal, estimula o que as meninas-perfeitas mais gostam: o poder de superação. Disputado paralelamente ao SuperEuropeu – não por acaso- , a competição nacional reforça o conceito de espetáculo, que o esporte busca para a sua popularização. Ou seja, uma espécie de show artístico, com algo superior: o enredo só se define na hora e é emoção do início ao fim.
No Mundial de Roma, em que os Estados Unidos, enfim, se renderam aos padrões brasileiros com as estrelas Kelly Rullon e Lauren Wenger, não houve caso de doping, exclusão dupla ou suspensão de atletas. Os jogos foram decididos na água, com os árbitros cumprindo a regra e sendo rigorosos com a disciplina e sem permitir exagera no segura-segura de maiô. Venceu quem sabia jogar, e brilhou também quem tinha mais disposição como as gregas e canadenses. Com tantas belas, talentosas e ousadas, o SuperBrasileiro tem tudo para solidificar a tendência do pólo-espetáculo em vez do antigo pólo-força, que foi detonado com o ouro olímpico da Holanda.
Além de Botafogo e Tijuca, estarão em ação o Flamengo, Paineiras e Pinheiros. As cinco equipes se enfrentam em turno único com os dois melhores avançando às semifinais. O site acompanhará à competição até porque o mundo sabe que as novas tendências e padrões são lançados pelas Brasileiras. Por isso, um guia para o torcedor-expectador conhecer melhor os times.
BOTAFOGO: Aparece como o grande favorito em razão da dupla formada pelas primas Adhara e Talita. O técnico Henrique Brasília está aplicando o conceito de funções em que as meninas-perfeitas não têm posições fixas e ocupam os espaços na água. Quem é centro, vira marcadora, quem é atacante pode ser até goleira. A jovem goleira Luíza surge como nova esperança numa equipe que pela primeira vez terá de lidar com a condição de força principal da competição.
TIJUCA: O técnico Rafael Hall diz que o conjunto aparece como o ponto principal, mas também tem as individualidades da centro Carol e da atacante Marcela, com passagem pela Seleção Brasileira. A goleira Raquel fez bons jogos no 1991, o que otimiza o time na água. Porém, deverá adotar uma estratégia de jogo cautelosa, procurando não errar, e explorando os contra-ataques. Bem nadada, joga com incrível velocidade, o que pode desnortear os rivais.
FLAMENGO: Com a base campeã brasileira no 1994, das estrelas Luíza Saback, Loíse Schmidt e da goleira Victória, terá a chance ainda de aproveitar a experiência de Marcela Braga e Tatiana Velloso, que brilharam na Seleção. Um time que joga junto há um ano e que, apesar da habilidade, entendeu que o conjunto e a solidariedade ainda fazem alguma diferença no esporte. Mas tem talento individual para obter grandes resultados.
PINHEIROS: Admirador declarado do técnico canadense Pat Oaten, o comandante do Pinheiros, Roberto Chiappini, não esconde ser adepto da velha guarda e, por isso, enfatiza o preparo físico e a organização tática, além de estimular a determinação em suas jogadoras. Sem dúvida, o Mundial de Roma provou que um conjunto bem formado derruba equipes de estrelas. Mas que ninguém se iluda: a equipe da Tucumã tem o recurso extra de meninas-perfeitas como Izabella Chiappini e Diana Abla, que são filhas de ex-atletas da Seleção e que conhecem o jogo para decidi-lo numa jogada, sem falar em Carol, que defendeu o Brasil no Mundial Júnior.
PAINEIRAS: É a equipe da maior estrela da competição: Mirella Coutinho. Até onde ele pode levar o tradicional CPM, que não perde no júnior desde 2005, não se pode prever. Ao seu lado, a centro e goleira Tainá, jogadora versátil e forte para a categoria, e mais Vivi e Victoria, que já atuam há anos em competições nacionais. O técnico Frank Diaz, especialista na formação de atletas, sempre tira um coelho da cartola. Quem será??? A irmã de Mantellato?? Quem viver verá.
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