sábado, 20 de dezembro de 2008

Rainha Dea comenta novidades na A-2


A três semanas da estréia na Série A-2 da Liga das Estrelas, o Gifa Palermo, da rainha Andrea Henriques, aprimora as partes técnica, física e tática para alcançar o objetivo de retornar para a elite italiana. O primeiro desafio será no dia 11 contra a Roma, fora de casa. O novo regulamento tornou literalmente cada partida uma decisão e o Superdomingo reservará emoções fortes para os súditos da bela e talentosa Dea Henriques, exemplo de menina-perfeita.

"É verdade, cada jogo será uma decisão. Agora os dois primeiros colocados avançam direto para as semifinais, e o 2º 3º se enfrentam nas quartas-de-final. Ou seja, é uma vaga a menos para os playoffs. Assim é importante vencer todos os jogos possíveis, independente do mando de piscina. Neste começo, a Série A-2 se torna uma loteria, porque não temos qualquer informação sobre os adversários. A Roma é totalmente desconhecida", disse Dea.

Para não iludir o torcedor, a rainha fez um balanço do atual momento do Gifa. "O objetivo é sempre melhorar, e a mudança de técnico fez bem ao Gifa. Não sei se a equipe estará em condições superiores as do ano passado, mas até que fizemos bons jogos neste último torneio de Palermo. A nossa referência é o Athlon, o rival da cidade, e, no mínimo, estamos no mesmo nível."

Ao contrário da Série A-1 em que se pode projetar uma final entre Orizzonte (Blanca Gil) e Fiorentina (Rita Drávucz), a A-2 tem como característica a imprevisibilidade. Na temporada passada, por exemplo, o Imperia, quarto do Norte, foi quem levou uma das duas vagas. "São dois campeonatos distintos, a primeira fase e os playoffs. Por isso, devemos jogar forte sempre, até para tentar ter o mando de piscina. Não se tem como apontar favoritos ao acesso."

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

2008: ano do retorno de Mayla Siracusa


Uma das principais novidades de 2008 foi a volta da atacante Mayla Siracusa para a Seleção Brasileira. Ela se destacou nos treinamentos e nas competições nacionais. Para 2009, sonha com uma participação histórica no Mundial de Roma, e com uma bela preparação da Seleção, incluindo amistosos, além da evolução do Paineiras. A bela e talentosa Mayla conversou com o site:

1- Como avalia o seu ano no pólo em 2008?Como um todo o ano de 2008 foi bom porque marcou a minha volta ao pólo. Eu estava há dois anos sem jogar. Os treinos com a seleção me ajudaram muito, tanto a parte do Dimas quanto a de água, foram essenciais. Mas eu sei que ainda tenho muito que melhorar. Uma pena que o campeonato brasileiro tenha sido tão ruim. Isso acaba de certa forma estragando todo o nosso ano.

2- E o que espera para 2009?Eu espero que seja um ano muito melhor do que 2008. Que meus filhos tenham muita saúde e muita alegria, porque ser criança é a melhor fase da vida! No pólo quero treinar bastante e que eu possa evoluir, melhorar, melhorar, melhorar minha defesa, meu chute... iiiiii são tantas coisas que preciso melhorar!!!!Também quero muito que a seleção consiga fazer um torneio preparatório para o Mundial, com amistosos com grandes equipes como o Canadá (que é uma possibilidade). Acredito que assim nosso time pode evoluir muito e se preparar da melhor forma para o Mundial. Aqui no Brasil, a gente acaba fazendo apenas coletivos entre a gente mesmo, que não chega nem perto da realidade que enfrentaremos lá fora. Quando jogamos com os meninos a qualidade melhora um pouco, mas mesmo assim é muito diferente, porque eles não pegam no maio, não agarrão etc... coisas de jogo que com certeza lá fora acontecerão!

3- Expectativas ?Na semana passada eu estava conversando com a Flavinha (Fernandes) e ela disse... Má, vai fazer 10 anos que fomos para Itália jogar o mundial júnior... Temos que voltar juntas agora em Roma... onde tudo começou!!! É verdade, eu já tinha jogado o panamericano júnior antes em 98, mas eu praticamente não entrava na água. Foi na Itália que eu passei a jogar mesmo... e foi muito Bom!!! Bom... para resumir, eu quero treinar muito, conquistar um lugar na equipe do Brasil e ajudar o time a fazer história no Mundial de Roma...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Só festa na Holanda


Os holandeses ainda festejam e muito a conquista do título olímpico. E, depois do jantar de gala, será realizada as finais da Copa da Holanda. Hoje, o ZVL, de Toesja Klein e Mieke Cabout, enfrenta o Widex Donk, que não confirmou a presença de Danielle de Brujin. Na seqüência, o Het Ravijn, de Rianne Guichelaar, encara o Polar Bears.


Os dois vencedores decidem o título no sábado. As quatro equipes são bem equilibradas, e é muito difícil apontar um favorito.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

2008: ano de ouro de Blanca Gil


Entre as meninas-perfeitas, a espanhola Blanca Gil é uma das que tem mais motivos para festejar no fim do ano de 2008. Com exceção da Olimpíada de Pequim, alcançou todos os objetivos traçados: a tríplice coroa com o Orizzonte (Italiano, Copa dos Campeões e Supercopa) e a inédita medalha de prata com a Fúria no Europeu de Málaga. Bela e talentosa e amiga dos brasileiros, a centro conversou com o site sobre diversos assuntos e, como sempre, demonstrou outra característica das companheiras de perfeição: a impetuosidade.

2008: “Sim foi um ano especial, de muitas conquistas, mas de trabalho duro. Estou bem satisfeita com o que aconteceu na temporada, os títulos que obtive com o Orizzonte e a medalha com a Espanha, dentro do meu país. Espero ter o mesmo sucesso em 2009.”

Copa dos Campeões: “Estou muito contente de voltar a enfrentar o Sabadell, meu ex-clube e me reencontrar com as amigas da Seleção. Além disso, os jogos serão em Sabadell e terei por perto amigos e familiares. Mas vou fazer o melhor para que o Orizzonte vença e conquiste o primeiro lugar do grupo. Vamos ter a presença da Brenda Villa, uma jogadora muito boa e que acrescentará muito para a nossa equipe.”

Derrota para a Fiorentina: “Este jogo foi um desastre. Tudo deu errado. Não jogamos bem como podemos. Mas temos muitas chances de nos recuperar. O Orizzonte é uma grande equipe, que quando joga em conjunto é muito forte. O nosso técnico (Formiconi) conhece muito o esporte e nos orienta da melhor forma possível”

Sabadell e Med: “Sim me agradou muito saber do bom desempenho do Mediterrani e do Sabadell na primeira fase das Ligas Européias. Isto só mostra a qualidade das jogadoras e equipes espanholas. Eu espero no futuro que elas realmente briguem por títulos. Isto é importante para o sucesso também da Seleção.”

Fúria: “Até o momento não sabemos como será o planejamento da Seleção. Estamos esperando a escolha do técnico para saber como serão os treinamentos e o calendário. Houve eleições na Federação e, em breve, seremos comunicadas. Eu acho que foi um excelente ano para a Fúria porque conquistamos grandes resultados e o respeito dos adversários. Independente de quem assumir, fica a certeza de que a Espanha conta com excelentes jogadoras, algumas muito jovens.”

Mundial de Roma-09: “Se penso numa medalha? Sim, mas ainda é cedo para saber como ficarão as equipes até a competição. Muitas seleções serão modificadas. Mas a Espanha será uma das forças, não tenho dúvidas.”

Jancsó vence





Pela Liga da Hungria, o ZF Eger, de Patrícia Jancsó (foto2), venceu por 18 a 11 (4-3, 5-1, 5-5, 4-2) a Hungria Júnior, nesta quarta-feira, e entrou de vez no G-4. Jancsó, considerada a nova Drávucz, marcou oito gols e disparou na artilharia, com 38. Tudo isso com apenas 18 anos.
Gols do ZF Eger: Jancsó Patrícia 8, Antal Dóra 5, Szeredi Krisztina 2, Kling Szandra 1, Bene Kinga 1, Miroslava Ziakova 1. Gols da Hungria Júnior: Somhegyi Noémi 4, Kovács Dóra 2, Fajtha Bernadett 2, Kisteleki Hanna 2, Molnár Tímea 1.
O Dunaujvarus, de Gabriella Szucs (1 gols), derrotou por 12 a 3 o BVSC (5-0, 3-0, 3-2 e 1-1) e encerra o ano como líder isolado. Os gols do Dunaujvarus: Primász Ágnes 4, Brávik Fruzsina 3, Berta Blanka 2, Ács Tímea 1, Szűcs Gabriella 1, Poszkoli Rita 1. Gols do BVSC: Somhegyi Noémi 1, Márki Nóra 1 e Csavajda Edit 1.
O Honvéd, de Pat Hovarth, Ag Valkai (foto1), Anna Pardo e Orsi Takács, ganhou de 11 a 6 do UTE. Os gols do Honvéd foram de Valkai Ágnes 4, Györe Anett 3, Kisteleki Dóra 2, Keszthelyi Rita 1, Tóth Ildikó 1. Gols do UTE: Kisteleki Orsolya 2, Pardi Petra 1, Ráksi Lilla 1, Kisteleki Hanna 1, Bodrogi Zsófi 1,
O Szentesi superou por 16 a 3 (4-0, 4-0, 5-2 e 3-1) o lanterna ASD. Gols do Szentesi: Hegedűs Renáta 3, Ipacs Barbara 3, Győri Eszter 3, Hevesi Anita 2, Tiszai Rebeka 2, Kövér-Kiss Réka 1, Dalmády Szandra 1, Kertes Anna 1. Gols do ASD: Gyöngyössy Anikó 1, Bolonyai Borbála 1, Gémesi Anett 1,
Classificação
Liga da Hungria
1- Dunaujvarus 31 pontos e saldo 65 (131-66) 11 jogos
2- Dómino-Honvéd 27 pontos e saldo 74 (150-76) 11 jogos
3- Szentesi 20 pontos e saldo 41 (110-69) 11 jogos
4- ZF Eger 18 pontos e saldo 32 (133-101) 11 jogos
5- BVSC 13 pontos e saldo -37 (64-101) 11 jogos
6- Hungria Jr 10 pontos e saldo 1 (104-103) 11 jogos
7- UTE 10 pontos e saldo -10 (92-102) 11 jogos
8- ASD 0 ponto e saldo -166 (33-199) 11 jogos
Artilharia
Jancsó Patrícia (EGER) 38 gols
Antal Dóra (EGER) 34 gols
Kisteleki Dóra (HON) 32 gols
Keszthelyi Rita (HON) 25 gols
Primász Ágnes (DUN) 24 gols
Gyori Eszther (Szen) 21 gols
Szűcs Gabriella (DUN) 20 gols

Imperatriz Monika: exemplo de coragem


O ano de 2009 promete muitas emoções para as meninas-perfeitas. Entre 9 e 11 de janeiro, será disputada a segunda fase das Ligas Européias. A imperatriz alemã Monika Kruszona, do Bochum, vai encarar duas companheiras de perfeição: as belas e talentosas Ekaterina Pantyulina (Kirishi) e Rita Drávucz (Fiorentia), além do russo Urolochka. Só duas equipes avançam. Difícil? Sim, mas em entrevista ao site Monika, como menina-perfeita, diz que luta não faltará.
- Qual a sua expectativa para os duelos em Kirishi?
Nós esperávamos cair num bom grupo, de modo que nós tivéssemos muitas chances de passar para a próxima fase. Mas o nosso grupo é consideravelmente duro com duas equipes russas e a Fiorentina. Nós tentaremos fazer o nosso melhor e não sabemos se será suficiente. Em 2005, a minha equipe ganhou do Kirishi, então nunca se sabe como vai ser. Eu diria que a Fiorentina é a equipe mais dura. São meninas realmente muito boas, e contam com uma forte centro (Casanova). Assim, eu espero que as italianas terminem em primeiro lugar do nosso grupo. Uralochka é a outra equipe russa que nós já jogamos. É nós definitivamente queremos mostrar que nós podemos vencê-la.
- Como foi a primeira fase da Copa dos Campeões?
O time teve atuações diferentes na primeira fase. Os jogos contra o Manchester e o Vrutky eram fáceis e não existe necessidade realmente de comentar sobre eles. Vouliagmeni era um desafio grande para nós, mas fomos bem no começo do jogo, nós poderíamos prosseguir com esse equilíbrio. Seria agradável manter esse ritmo até o fim do jogo, mas nós perdemos a trilha e passamos a jogar sem tanta força.
No jogo contra a equipe russa, nós começamos bem e fomos melhores, então as meninas russas sentiram. Nós éramos dominantes após o terceiro quarto e tínhamos as armas necessárias para jogar mais forte e ganhar o jogo. Mas nós começamos a precipitar, fizemos alguns erros bobos e finalmente elas venceram. Isso nos deixou tristes porque nós éramos melhores, mas perdemos o controle do jogo, no seu final. Contra o Olympic, nós também podíamos ter vencido e nós tivemos definitivamente bastante chances para ganhar, especialmente no homem a mais, mas não soubemos aproveitá-lo.
Nossa defesa não foi bem naquele no jogo e terminamos com o empate. Ainda há algo de positivo a dizer sobre a maneira que minha equipe jogou neste jogo. No último quarto, nós estávamos dois gols atrás e conseguimos chegar ao empate, o que mostra que não éramos inferiores.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Maugerri na Holanda


Depois de anunciar o acerto com Paolo Malara, a Federação Holandesa não chegou a um acordo e acabou optando por Mauro Maugerri, como novo comandante da equipe campeã olímpica. A notícia, desta vez, tem a chancela oficila da entidade da Holanda. Existe até a possibilidade de uma dobradinha Malara/Maugerri. O contrato vai até Londres-2012. A Setterosa, a equipe italiana, será comanda por Roberto Fiori, recentemente campeão europeu nas categorias 1989 e 1991.

Carol Mello estuda três propostas


O ano de 2009 promete ser bem agitado para as meninas-perfeitas. A determinada atacante Carol Mello é uma das mais valorizadas neste período de especulações e tem propostas de três clubes. Ela, no entanto, disse que só aceitará uma proposta de quem se comprometer a participar de todas as competições no adulto e no Sub-21. Tudo porque pretende retornar para a Seleção Brasileira.

"Eu tive alguns contatos com três clubes. Existe sim o interesse de se montar uma outra equipe forte no Rio de Janeiro. A idéia é de que essa equipe leve eu, a Illana, Luíza Jordy e a Tatiana Amaya. Claro que o ideal seria defender uma equipe competitiva, mas a única exigência é poder participar de todas as competições, independente de ser no primeiro ou no segundo semestre. O numero de renegadas vem crescendo (risos)", disse Carol, que este ano representou o Brasil no Sul-Americano Adulto-2008 e no Pré-Olímpico de Imperia-2008.

Já a canhota Illana Pinheiro, em rápida conversa com o site, confirmou que o Fluminense vem trabalhando na montagem de uma equipe. "É verdade. Existe este pensamento no Fluminense."

Como está o mercado:
- Illana Pinheiro, do Flamengo para Fluminense (?)
- Carol Mello, do Flamengo para Tijuca (?), Fluminense (?) e Botafogo (?)
- Luíza Jordy, do Flamengo para ????
- Tatyana Amaya, do Flamengo para Fluminense (?) ou Botafogo (?)
- Sofia Bittencourt, do Flamengo para o Paulistano (?)
- Baby Amaro, do Paineiras para o Flamengo (?)
- Cora Masip: Flamengo (?)

Volta de Crisinha: presente dos 20 anos


O retorno da armadora Cris Beer foi a melhor notícia para as meninas-perfeitas no mês de aniversário dos 20 anos da Seleção Brasileira. Tudo começou em 26 de dezembro de 1988 na cidade de Alhambra (Estados Unidos). Ela protagonizou um dos momentos mais marcantes dessa trajetória: a vitória sobre os Estados Unidos no Pan-Americano de Winnipeg-99. Detalhe: com três gols, sendo dois de encoberta que desmoralizaram a goleira americana.
"Acho que essa vitória em Winnipeg é inesquecível. A nossa técnica (Sandy Nita) era americana e conhecia bem o adversário. Eu penso que o Brasil acreditava na vitória, mas claro que com o passar do jogo isso foi aumentando. Eu lembro que se tratava de uma goleira grandona, que devia ficar meio brava em levar gol de encoberta. Eu consegui fazer dois gols e isso deu moral para a nossa equipe", disse Cris Beer, que retornou oficialmente ao esporte no último SuperTroféu JH:
"Eu não parei totalmente. Continuei fazendo musculação e disputando campeonatos de tênis. Acho que atualmente o jogo está muito mais nadado e rápido. Na verdade, as meninas continuam sendo quase as mesmas de antes, como a Fernanda e Camila. Eu adorei essa volta e foi muito legal jogar com as meninas novas do CAP. Pena apenas a ausência de equipes do Rio. É importante ter dois campeonatos dentro de um: o dos times que disputam título e um outro que de briga por posições intermediárias. Fico feliz de saber que em 2009 existe a expectativa de oito a nove equipes."
Sobre a nova geração de meninas-perfeitas do CAP, ela comentou sobre duas jogadoras: a goleira Anna Carolina e a centro Olívia. "Eu não conhecia a Carol e, na minha opinião, ela foi a revelação do campeonato. Fez grande defesas e pegou bolas muito difíceis. A Lila é uma excelente menina, nova (1991), e que tem um belo futuro no esporte. Aos poucos, o CAP vai remontando a sua equipe e, quem sabe, no próximo ano não temos a Antonella ou/e a Roriz?"
Apesar de três times apenas no SuperJH, a qualidade surpreendeu e já chegou a hora do Brasil pensar em objetivos concretos: a vaga olímpica e terminar entre os oito primeiros, dando fim a era do aprendizado ou de contentar com medalha em pan-americano. Depois do sucesso das voltas de Claudia Graner e Mayla Siracusa, a armadora Crisinha fala de outra: Carol Vasconcellos, do Pinheiros. "A Carol é única. Uma marcadora incrível, que concilia a sua força com agilidade. E tem um chute muito bom, coloca a bola onde quiser. Com certeza, ainda ajudará e muito o Brasil."
E o torcedor imagina também a volta da própria Crisinha, assim como de Andrea, Amanda e Tess, que permitiriam a montagem de uma seleção ampla, com competitividade, e muitas opções, além de fortalecer o pólo aquático interno. Como o sonho é livre: por que não Cassie e Mariana Roriz?

Rainha Claudia fala do Grupo da Morte


Com o cancelamento da Copa Uana, a goleira brasileira Claudia Graner confirmou presença na segunda fase do Troféu da Liga Européia, entre os dias 9 e 11 de janeiro. A sua equipe, o Mediterrani, caiu no chamado Grupo da Morte e brigará por uma das duas vagas com o local Dunaujvarus, da Hungria e de Gabriella Szcus, e o holandês Widex Donk, de Danielle de Brujin, a menina-perfeita que fez sete gols numa final olímpica. A rainha Claudia comenta o desafio:
"Todas aqui sabem da força da Danielle de Brujin, que é uma craque. Ninguém faz por acaso sete gols numa final olímpica. Mas o ponto forte do Med é a defesa. Então, a estratégia será a mesma de sempre: marcar forte e esperar o momento certo para encaixar o contra-ataque, saindo com a Mertixtell. As equipes holandesas, geralmente, são bem nadadas e chutam com precisão. Já a equipe húngara deve ter um estilo mais pesado, com meninas fortes fisicamente. Sem dúvida, nosso estilo de jogos se encaixa melhor contra o Widex Donk."
O Mediterrani ganhou moral após fazer bons jogos na primeira fase com o Sthurn-2002, da Rússia (derrota de um gol), e Ethinikos, da Grécia e de Iefke van Belkun (empate). Porém, o astral subiu de vez após o show da bela e talentosa Jenny Pareja, autora de inacreditáveis 14 gols na vitória de 20 a 2 sobre o Moscardó, no domingo. A rainha Claudia fala da sua companheira de perfeição:
"No jogo anterior, a Jenny não foi muito bem e se abateu um pouco. Então, como ela é uma menina legal e muito humilde, todo mundo resolveu jogar em função dela. A Ona, a Cristina, a Marta chegavam na cara do gol e passavam a bola para Jenny. Não foi algo premeditado para fazer dela uma artilheira e, sim, uma questão de demonstrar a importância dela no grupo. Se fosse uma outra, menos popular, isso não teria acontecido. Mas o Grupo do Med está muito unido e disposto a buscar grandes resultados na temporada."
Janeiro será um mês mágico para o Med. Entre os dias 29 e 31, disputará a Copa da Rainha, e tudo indica uma final com o Sabadell, de Maica Garcia e Noeki Klein, em novo e sensacional desafio de musas. A brasileira respeita, em especial, a campeã olímpica Noeki. "O Sabadell é uma equipe com muitos recursos, mas, sem dúvida, o maior cuidado é com a centro holandesa. A Noeki é forte e vira quase todas as bolas."