sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Sempre é bom refletir


Encerro o dia de trabalho rememorando a histórica vitória do Brasil sobre Cuba na decisão do bronze do Pan-Americano de Havana-1996. Dentro de Havana, na prorrogação e com direito a morte súvida. Uma geração 1977-80 brilhante, talvez a principal de todos os tempos, com Dea Henriques, Mariana Roriz, Vivi Costa, Cristina Beer, Fernanda Palma, Mayla Siracusa entra tantos nomes hoje consagrados. O que fica também é uma questão que me parece emblemática no desenvolvimento das meninas-perfeitas. O desperdício de muitas juniores, que atuam por três ou quatro anos na Seleção e não dão seqüência na carreira. Isso me faz pensar na não convocação de algumas meninas no atual ciclo júnior. Será que nesta categoria na vale projetar o futuro? Investir talvez em quem seja melhor potencialmente e não no momento. Esse imediatismo é complicado e talvez ajude a explicar porque tantas deserções. Basta dizer que da equipe de 2005 já deixaram ou não estão em atividade esse ano no pólo Roberta Marcondes, Natalya Calil, Daniela Costa, Yasmin Queiroz e Yasmin Carvalho. E estão fora da seleção adulta: Suzana do Val, Carol Mello, Manuela Garcia e Sabine Beeler. Parece-me um número alto num intervalo de apenas dois anos e meio, num esporte com cinco ou seis clubes no máximo. É algo que precisa ser revisto, o que fazer para ampliar a permanência das meninas-perfeitas no esporte. Se renovar tudo a cada dois anos, vão sofrer. Para se ter uma idéia, estudando o Mundial de Fukuoka, constata-se que muitas holandesas campeãs olímpicas fizeram a estréia naquele evento: Rianne Guichellar, Yasemin Smit e Mariele van de Ham. Ou seja, foi uma renovação gradual e não radical. Guichellar, nascida em 1983, chegou a Pequim com sete anos de bagagem no adulto e por isso jogou tão bem.

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