domingo, 5 de outubro de 2008

Grande Nação das Meninas-Perfeitas


Enquanto organizo a parte de 1988 a 1995 com a opinião de algumas meninas-perfeitas, resolvi dar um tempo na escrita do livro dos 20 anos, uma pausa de no máximo três dias, e mergulhei na história dos Mundiais. Ontem, num achado fantástico, que poucos pessoas vão compreender o valor, consegui três jogos da Itália de Perth-98. A final, a semifinal e uma derrota de seis gols para a Grécia. E a Itália deu a volta por cima. Interessante também é que antes de Pequim-2008, a Holanda havia caído duas vezes em situações parecidas com a Itália, uma no Mundial de Barcelona (nos pênaltis) e outra no de Melbourne (um gol). Por isso, a incrível festa e a motivação que as holandesas tiveram após a vitória nas quartas-de-final da Olimpíada-2008. Psicologicamente foi um resultado fantástico. O que talvez possa acontecer com as meninas-perfeitas, caso superem o Canadá, por exemplo.

Agora, estou matutando na viabilidade de uma Grande Nação das Meninas-Perfeitas. É claro que a Fina com seus duvidosos critérios de nacionalidades, para alguns tudo pode, para outros nada, como o Brasil foi prejudicado em 2007 com a negativa da troca de nacionalidade de Luísa Chaves e Ale Araujo, ambas nascidas no Rio de Janeiro. E foi concedida para Erzebeth Valkai, nascida na Hungria e que defendeu esse país no mínimo de 1996-2004, tem uma irmã na Seleção húngara, irmãos na base da Hungria. Essa pode ser italiana. Alexandra e Luísa não podem ser brasileiras. Bem entendido. O caso do Casaquistão é uma vergonha. Tem menina que não sabe o nome da outra e chama pelo número. Eu escutei em Imperia, ninguém me contou.

Então, imaginem os reforços que o Chiappini receberia: Dravucz, Noeki Klein, Patricia Hovarth, Jenny Pareja, Blanca Gil, Loulou Guillet, Agnes e Erzbeth Valkai, Cassie Azevedo (esta por motivos óbvios), Nina Wengst, Theresa Klein e Monika Kruszona. Bastaria escolher duas ou três e aí formaria-se um time literalmente perfeito no aspecto técnico e estético. Porém, os cartolas da Fina só pensam em dinheiro e que se dane o esporte. Uma pena, porque uma equipe como essa alavancaria o esporte... Ao pesquisador, no meu caso, cabe apresentar o argumento, que será ignorado ou relevado. Tudo também uma questão de momento. Mas na imaginação dos torcedores já existe essa grande Nação das Meninas-Perfeitas. E esqueci a Pantyulina, a Maica, Manu Zanchi, que time!!!

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